Após um ano da volta às operações, a mineradora Samarco anunciou, nos primeiro dias do ano, o seu plano de expansão e afirmou que pretende dobrar a sua produção e chegar à capacidade de 60% até o ano de 2026. Não satisfeita com esses índices, a companhia anunciou ainda que irá voltar à potência máxima até o fim do ano de 2030.
O diretor de planejamento e operações da empresa, Sérgio Mileipe, comentou acerca das produções futuras e afirmou que “Hoje estamos operando com um forno de pelotização, que é a usina quatro, a mais nova e moderna, com maior forno do mundo. Isso representa 7,7 milhões de toneladas esse ano. Nosso plano de retomada vê um retorno gradativo, e em 2026 a gente roda um segundo concentrador em Germano (MG), e isso vai permitir rodarmos a usina de pelotização número 3 em Ubu (Anchieta), mais que dobrando a capacidade de produção atual”.
Embora estejam em fases iniciais da retomada de produções, a Samarco já conseguiu uma boa parcela de arrecadação de tributos para os municípios e os estados onde a empresa atua, Espírito Santo e Minas Gerais, os quais, de janeiro a novembro, somam R$ 1 bilhão para os cofres públicos, o que já simboliza um grande passo dado para a sua recuperação no mercado nacional.
O diretor-presidente, Rodrigo Vilela, ressaltou a relevância dessa arrecadação dos tributos para a recuperação da Samarco e afirmou que “Conseguimos contribuir positivamente para os municípios que nos recebem por meio da geração de tributos, aquisição de bens, serviços e materiais, do fomento na cadeia de valor e também da manutenção de inúmeros postos de trabalho”.
Por Ruth Rodrigues / Mineração Brasil


