O Governo Federal ainda não sabe como fará ferrovia chegar até Presidente Kennedy, uma vez que, o modelo assinado através da renovação da concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) nesta sexta-feira (18), acabou tirando do ES uma das principais chances de garantir a segunda etapa até a divisa com o Rio de Janeiro.
Sem a possibilidade de conceder a nova linha, o governo precisará pensar em uma nova maneira de financiar a segunda etapa da obra até Presidente Kennedy, onde será instalado o complexo portuário-industrial do Porto Central.
A ideia inicial do Governo Federal era fazer uma concessão deste primeiro trecho até Anchieta, depois de concluído pela Vale, para que empresa vencedora do leilão operasse a linha e fosse responsável pela construção da segunda etapa. Como a própria mineradora será a operadora, essa possível concessão fica inviabilizada.
O Ministro da Infra estrutura, Tárcísio Gomes de Freitas, lembrou que a Vale fará o projeto de engenharia de toda nova ferrovia, até o Rio de Janeiro, o que já é um passo importante. No entanto, disse que a modelagem para conseguir recursos e tirar o resto do empreendimento do papel não está definida.
Por outro lado, a estratégica adotada pela Vale em operacionalizar a concessão do primeiro trecho até Anchieta, inviabilizando o início da segunda etapa até Presidente Kennedy, pode está relacionada com a compra da Ferrous Resources Limited anunciada no início de dezembro de 2018 pelo grupo norte-americano Icahn Enterprises, que negociou fatia de 77% da empresa por US$ 550 milhões, incluindo dívidas, uma vez que, com o controle da Ferrous a Vale torna-se a maior concorrente do Porto Central em Presidente Kennedy.
Lembrando que a Ferrous possui uma grande área de terra no município de Presidente Kennedy, região litoral sul do Espírito Santo, próximo às futuras instalações do projeto Porto Central.


