Ciberlab: Avanço na Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado no Espírito Santo
Na última quarta-feira (07), a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SESP) anunciou as primeiras ações do Laboratório Cibernético (Ciberlab), uma estrutura vinculada à Subsecretaria de Inteligência (SEI) que visa o fortalecimento das investigações policiais e o combate ao crime organizado no Espírito Santo. Criado em novembro de 2022, o laboratório realizou suas primeiras operações em dezembro do mesmo ano, manifestando um avanço significativo na utilização de tecnologias de ponta para o enfrentamento de crimes perpetrados no ambiente virtual.
O Ciberlab foi concebido com foco na inteligência policial e atua contra delitos digitais, como fraudes eletrônicas, pornografia infantil, violência escolar, lavagem de dinheiro e atividades de facções criminosas, entre outras. Desde sua implementação, a unidade já produziu resultados expressivos, com a localização e prisão de 45 foragidos da Justiça em sua primeira ação operacional, ocorrida no mês de dezembro. Esses indivíduos, considerados alvos estratégicos, incluem condenados por crimes de alta periculosidade.
Integrando suas atividades com as forças policiais, o Ciberlab oferece suporte técnico especializado que abrange o rastreamento de criptoativos e a identificação de fluxos financeiros ilícitos, além da coleta e análise de vestígios digitais. O objetivo é produzir inteligência qualificada, servindo de base para medidas cautelares e operações de campo, que contam com a colaboração das polícias Civil, Militar e Penal.
O secretário de Estado da Segurança Pública, Leonardo Damasceno, enfatizou a importância do Ciberlab ao afirmar que sua principal meta é antecipar-se às ameaças do mundo digital. “O Ciberlab nos permite dar respostas ágeis a investigações no ambiente digital, possibilitando a coleta de dados que acessaríamos com dificuldade normalmente”, afirmou.
O subsecretário de Inteligência da SESP, delegado Jordano Bruno Leite, destacou a capacidade do Ciberlab de atuar sem fronteiras. Ele citou exemplos de foragidos localizados fora do Espírito Santo, como um condenado por feminicídio do Mato Grosso preso em São Roque do Canaã e outro por estupro localizado em Mimoso do Sul.
Além disso, o gerente do Disque Denúncia (181), Paulo Expedicto Amaral, observou que o Ciberlab fortalece a atuação do Disque-Denúncia em casos de ameaças em escolas, cyberbullying e exploração sexual de crianças e adolescentes, permitindo um monitoramento mais eficaz de potenciais agressores.
O delegado Leandro Barbosa, gerente de Operações Técnicas da SESP, explicou que o Ciberlab foi criado para apoiar investigações da Polícia Civil em áreas como fraudes digitais, pedofilia e lavagem de dinheiro. O laboratório já produziu resultados significativos nas regiões do interior do estado, com 45 prisões realizadas.
As tecnologias empregadas pelo Ciberlab possibilitaram a captura de criminosos associados a delitos graves, resultando em diversas prisões, incluindo:
- 10 por estupro
- 7 por homicídio
- 5 por tráfico de drogas
- 4 por crimes patrimoniais
- 3 com base na Lei Maria da Penha
- 3 em flagrante por posse ilegal de arma de fogo
Casos destacados incluem a prisão de um foragido por feminicídio em São Roque do Canaã e a localização de indivíduos condenados por estupro em Pedro Canário e Mimoso do Sul. As operações do Ciberlab têm abrangência estadual, com prisões realizadas em diversos municípios, como Linhares, São Mateus e Cachoeiro de Itapemirim.
Com a criação do Ciberlab, a SESP reafirma seu compromisso com a modernização da segurança pública e o uso da tecnologia na proteção da sociedade capixaba, visando neutralizar o financiamento ao crime e garantir a segurança da população.
Para mais informações, entre em contato com a Assessoria de Comunicação da SESP, por meio dos telefones (27) 3636-1572 ou 99284-3303, ou pelo e-mail [email protected].
Fonte: Governo ES




