Neste 17 de agosto, Dia Nacional do Patrimônio Histórico, a história do Brasil também passa por Anchieta. O Santuário Nacional de São José de Anchieta integra um dos importantes patrimônios históricos, religiosos e culturais do Espírito Santo.
A preservação desse legado está ligada ao trabalho de Rodrigo Melo Franco de Andrade (1898–1969), mineiro, advogado, jornalista, escritor e historiador que, em 1937, ajudou a estruturar o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), atual IPHAN. À frente do órgão por 30 anos, ele foi um dos principais responsáveis pela criação das políticas de preservação do patrimônio brasileiro.
Em 1943, seis anos após a criação do SPHAN, o conjunto formado pela Igreja de Nossa Senhora da Assunção e pela antiga residência jesuíta, em Anchieta, foi tombado e passou a contar com proteção oficial.
Com 447 anos de história, o Santuário preserva a memória da presença jesuítica no Brasil e a trajetória de São José de Anchieta, fundador da igreja e personagem fundamental da formação cultural e religiosa do país. Canonizado pelo Papa Francisco em 2014, o santo também dá nome ao município.
Mais do que preservar uma construção histórica, o Santuário mantém viva uma história que atravessa séculos: a fé, a arte, a cultura, a educação e a memória de um dos períodos mais importantes da formação do Brasil.
Neste Dia Nacional do Patrimônio Histórico, preservar é também reconhecer o valor desse legado e garantir que as próximas gerações possam conhecer, compreender e cuidar dessa história.




