Brenda Felix Martins, de 24 anos, foi atingida no pescoço pelo companheiro, de 21 anos, no momento em que um policial chegava à residência. Os dois filhos do casal, de 5 anos e 3 meses, presenciaram o crime. O marido foi preso em flagrante por feminicídio.
Uma noite que deveria ser como tantas outras terminou em tragédia e violência dentro de uma casa em Piúma, no Sul do Espírito Santo. Brenda Felix Martins, de 24 anos, foi morta pelo próprio marido, Arthur Lessa Rica, de 21 anos, na noite de segunda-feira (17), no bairro Piuminas.
Segundo o boletim de ocorrência, a violência aconteceu justamente quando a Polícia Militar chegava ao imóvel para verificar uma ocorrência. Ao perceber a presença de um policial, Arthur teria corrido em direção à companheira e desferido um golpe de faca no pescoço da vítima.
Um cabo da PM presenciou o momento do ataque – O crime ocorreu diante dos dois filhos do casal – uma menina de cinco anos e um bebê de apenas três meses. A irmã do suspeito também estava no local e, naquele momento, segurava o bebê no colo.
Após o ataque, os policiais tentaram controlar o sangramento e acionaram o (Samu/192). Apesar dos esforços, Brenda não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
O Conselho Tutelar de Piúma foi acionado e acompanhou o atendimento às crianças, que ficaram sob os cuidados da tia e de acordo com o boletim de ocorrência, familiares relataram aos policiais que o relacionamento era marcado por brigas frequentes, ameaças e episódios de agressão.
Ainda segundo os relatos, Arthur apresentava comportamento de ciúme excessivo e teria enviado mensagens e feito publicações ameaçadoras contra Brenda nas redes sociais.
Arthur trabalhava como vendedor de churros e, conforme informado pela Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), não possuía antecedentes criminais. Arthur Lessa Rica foi preso em flagrante no local e autuado pela Polícia Civil por feminicídio qualificado. Depois, foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória.
O corpo de Brenda foi levado para a Seção Regional de Medicina Legal da Polícia Científica, em Cachoeiro de Itapemirim, onde passou por necropsia antes de ser liberado para os familiares.
Uma vida foi interrompida e duas crianças ficaram diante de uma cena que jamais deveriam ter presenciado.




