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Ministério Público Deflagra “Operação Sangria” para Investigar Desvio de Recursos na Câmara de Rio Novo do Sul

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça de Rio Novo do Sul, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar, deflagrou nesta sexta-feira (14/03) a “Operação Sangria” para colher evidências sobre crimes contra a Administração Pública cometidos por agentes públicos em desfavor da Câmara Municipal de Rio Novo do Sul.

A operação teve como objetivo cumprir três mandados de busca e apreensão, concedidos pela Vara Única de Rio Novo do Sul. A equipe se deslocou até a cidade com o intuito de coletar elementos adicionais, impedir a prática de novos crimes e evitar a destruição de provas. Durante a ação, foram apreendidos computadores, aparelhos de celular e diversos documentos que podem corroborar as investigações já em andamento pelo Ministério Público.

O caso está sendo investigado como parte de um esquema de desvio de recursos públicos na Câmara Municipal de Rio Novo do Sul, com foco no crime de peculato, que envolve o desvio de dinheiro público por agentes responsáveis pela gestão financeira. O esquema inclui pagamentos indevidos e transferências realizadas sem a devida justificativa administrativa ou transparência.

Segundo o MPES, o valor exato desviado ainda não foi totalmente calculado, mas, de acordo com os primeiros levantamentos, foram realizadas transferências suspeitas no valor de aproximadamente R$ 15 mil, além de diárias irregulares pagas para servidores e terceiros não vinculados às atividades da câmara. Os pagamentos eram realizados principalmente por meio de transferências bancárias, como TEDs e PICs, sem qualquer vinculação formal ou processo administrativo.

A operação envolveu 12 policiais, além dos Promotores de Justiça da cidade e do GAECO. Durante a investigação, um servidor público e o ex-presidente da câmara, reeleito vereador, foram afastados de suas funções e estão proibidos de manter qualquer contato com outros servidores, uma vez que ambos tinham autoridade para autorizar os pagamentos suspeitos.

A próxima fase da investigação focará na análise dos documentos e materiais apreendidos para quantificar o prejuízo causado ao erário e identificar os responsáveis, com o objetivo de buscar o ressarcimento dos cofres públicos. A cidade de Rio Novo do Sul, com menos de 13 mil habitantes, enfrenta sérias dificuldades financeiras, o que torna ainda mais grave o desvio de recursos públicos.

A operação, que recebeu o nome de “Sangria”, faz referência ao sangramento nos cofres públicos da cidade. O promotor responsável pela investigação destacou a gravidade da situação e afirmou que a operação continua em andamento, sem previsão de conclusão, com a intenção de apurar integralmente os fatos e responsabilizar os envolvidos.

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