O Imetame Logística Porto, em Aracruz, vive um momento decisivo em maio de 2026 e se consolida como um dos empreendimentos de infraestrutura mais estratégicos do Espírito Santo. Com obras em ritmo acelerado e parcerias internacionais firmadas, o terminal caminha para iniciar operações ainda no segundo semestre deste ano.
Obras avançam e operação se aproxima
A construção do porto já apresenta marcos importantes. A primeira etapa do cais do terminal de contêineres foi concluída, assim como a concretagem do pátio de estocagem. O quebra-mar também se encontra em fase final, garantindo proteção essencial para futuras operações marítimas.
Um dos principais avanços estratégicos ocorreu em janeiro de 2026, com o acordo firmado com a armadora alemã Hapag-Lloyd, por meio da Hanseatic Global Terminals Aracruz. A parceria posiciona o porto capixaba em uma rede global de logística, ampliando sua competitividade no cenário internacional.
Capacidade robusta e foco em logística integrada
Projetado como um terminal multiuso, o porto terá capacidade inicial para receber embarcações de grande porte, com profundidade de 17 metros — podendo chegar a 25 metros. Isso permitirá a atracação de navios das classes New Post Panamax, Suezmax e Capesize.
A expectativa é movimentar, já no primeiro ano, cerca de 80 mil contêineres e 500 mil toneladas de carga geral. No longo prazo, a meta é atingir 1,6 milhão de TEUs por ano, consolidando o empreendimento como um dos principais hubs logísticos do país.
Outro diferencial é a proposta multimodal. O projeto prevê uma conexão ferroviária de aproximadamente 6 quilômetros com a Estrada de Ferro Vitória-Minas, facilitando o escoamento de grãos e minérios provenientes do Centro-Oeste brasileiro.
Gargalos externos ainda preocupam
Apesar dos avanços estruturais, o principal desafio apontado pelos gestores está fora dos limites do porto. A infraestrutura de acesso — especialmente rodoviária — ainda é considerada um ponto crítico para garantir a plena operação do terminal.
Entre as prioridades estão a conclusão das obras da rodovia ES-010 e melhorias nos acessos viários à região de Barra do Riacho, medidas consideradas essenciais para evitar gargalos logísticos e assegurar competitividade frente a outros portos do país.
Investimento bilionário e impacto esperado
Com investimento estimado em R$ 2,7 bilhões, o empreendimento é classificado como Terminal de Uso Privado (TUP) e terá perfil multiuso, operando com contêineres, carga geral, grãos e granel líquido.
A projeção é de que o porto atue como um grande hub logístico, com potencial para quintuplicar a movimentação de cargas no Espírito Santo até 2030, impulsionado principalmente por rotas comerciais com a Ásia.




