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A frente da sede do 10º Batalhão da Polícia Militar (Guarapari) amanheceu tomada por manifestantes. Asim como em várias outras cidades do Estado, esposas, filhas e namoradas de PM’s bloquearam a saída dos policiais que assumiriam o serviço nesta manhã e a cidade está sem o policiais nas ruas.

Por volta das 6 horas deste sábado as primeiras manifestantes chegaram aos portões do 10º Batalhão e armaram o bloqueio. As radiopatrulhas que chegavam eram impedidas de sair novamente. O numero de manifestantes foi aumentando de acordo com o passar das horas e por volta das 9 horas haviam cerca de 50 pessoas com cartazes e apitos na frente do batalhão.

Cada viatura que entrava era aplaudida pelas manifestantes. A professora Delba Regina, 54, esposa de um policial militar há 25 anos, resumiu a situação: “É um tipo de escravidão com farda. Eles têm o pior salário do país e não podem reclamar de nada, não podem se manifestar e nem fazer greve, por isso nós viemos para a frente do batalhão, pois nós sabemos dos sacrifícios diários que eles fazem para trazer segurança para a sociedade”, disse.

Conforme  foi publicado ontem aqui no Folha da Cidade (veja aqui), as manifestantes se organizaram em várias cidades para pedir melhores condições de trabalho e aumento de salário para seus companheiros. O regulamento militar proíbe qualquer tipo de manifestação dos PM’s, e os que desobedecem estas normas podem ser punidos com prisão e até expulsão da corporação.

De acordo com as manifestantes,não há prazo para o final da manifestação. Em Vitória, uma reunião está marcada para acontecer às 10 horas entre algumas representantes do movimento e o Governo do Estado. Para elas apenas uma proposta de reajuste salarial para os PM’s pode colocar um fim às manifestações.

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