Por Fabiano Peixoto
O projeto da ferrovia entre Santa Leopoldina e Anchieta deu um passo decisivo. O governador Renato Casagrande esteve em Brasília, na última quarta-feira (5), e, junto com deputados e senadores capixabas, obteve o documento que faltava para viabilizar a obra. O ofício assinado pelo secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, foi entregue ao Ministério dos Transportes e encaminhado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), solicitando a emissão da Declaração de Utilidade Pública (DUP), essencial para iniciar desapropriações.
O Ramal Anchieta, um trecho da Ferrovia Vitória-Minas, será construído pela Vale como parte de um investimento de R$ 6 bilhões, previsto para conclusão até 2030. A obra, incluída na renegociação das concessões das ferrovias Vitória-Minas e Carajás, permitirá a conexão do Espírito Santo à Região Metropolitana do Rio de Janeiro, passando por portos estratégicos como Açu (RJ) e Central (Presidente Kennedy).
Com 80 quilômetros de extensão e mais de 700 desapropriações necessárias, o projeto enfrenta desafios burocráticos. O cronograma original previa a conclusão dessas etapas até 2025, mas atrasos recentes podem impactar o andamento. Agora, com a DUP prestes a ser emitida, espera-se que a Vale protocole o pedido de licenciamento ambiental junto ao Iema, destravando definitivamente a obra.




