spot_img

=== Top 5 ===

Relacionados

Equipe da Assistência Social apresenta Projeto de Apadrinhamento para famílias – Notícias de Vitória-ES

A noite da quarta-feira (2) marcou o início do processo de habilitação de quatro famílias para se tornarem padrinhos/madrinhas de crianças e adolescentes que se encontram em um dos setes espaços de acolhimento institucional em Vitória. Em comum, essas famílias mostraram o desejo de contribuir para transformar positivamente a vida de crianças e adolescentes em acolhimento.

Os namorados Glenda Antolini, de 25 anos, e Cristiano Guerra, 31, eram um deles. Glenda contou que ficou sabendo do projeto por meio de uma postagem nas redes sociais, despertando o interesse em se apresentar como madrinha. O interesse foi tanto que estendeu o convite ao namorado para juntos analisarem a possibilidade de apadrinhamento, de acordo com suas habilidades, condições e perfis.

Glenda contou que, na adolescência, foi voluntária em um dos espaços de acolhimento de Vitória, com crianças menores de cinco anos, em visitas regulares. “Tinha disponibilidade à tarde. Aproveitava esse período para ir lá brincar com as crianças, fazer atividades e fazia algumas doações. Eu nunca tive o convívio das crianças na minha casa. Eu era quem ia até a instituição”, comentou ela.

Ela destacou que a cada visita saia com o coração apertado. Ao ser questionada o porquê desse sentimento, Glenda explicou: “São crianças amáveis, espertas, inteligentes e com muito potencial. São crianças e adolescentes que se tivessem mais oportunidades conseguiriam chegar em lugares muito melhores”.

Agora, com a correria da vida profissional como analista financeira, ela viu no projeto Apadrinhamento a oportunidade de trazer para o seu convívio uma criança ou adolescente que necessite desse acolhimento familiar. “Se eu conseguir ajudar a mudar a realidade, a visão de futuro de uma dessas crianças ou adolescentes que seja, a minha vida vai ser muito melhor. Eu vou ter mais paz de espírito. O que precisa é das pessoas abrirem os olhos e o coração para dar oportunidade para quem não tem (não tem o que?)tão fácil como os outros”, reforçou Glenda.

Entusiasmo

Outra entusiasmada com a possibilidade de ser madrinha era Dalila Pereira, de 33 anos. Ela, que já atua como voluntária desenvolvendo ações de reforço escolar e brincadeiras para crianças e adolescentes (idades entre 7 e 12 anos), disse que sua vida tem espaço para acolher mais. Dalila levou a irmã Itamara Pereira dos Santos, de 54 anos. Sorridentes, as irmãs falaram que foram juntas porque toda a família acaba se envolvendo em situações dessa natureza: acolhimento e cuidados.

“Quero ser uma madrinha afetiva e posso até ser de grupos de irmãos”, fez questão de enfatizar Dalila. Ela disse que existe o sentimento comum de poder colaborar com uma criança “tenho um amor muito grande por crianças de abrigo. Acho que esta é uma forma de você contribuir para salvar uma vida. A gente pode dar um suporte que pode transformar uma vida. Se eu puder mudar uma vida para sempre já será um grande feito”.

Na ocasião, a equipe da Secretaria de Assistência Social (Semas), responsável pelo Projeto Apadrinhamento, explicou o papel, a importância da criação de vínculos externos à instituição para fins de convivência, colaborando com o desenvolvimento social, físico, educacional dessas crianças e adolescentes.

De acordo com os registros da Gerência de Proteção Social de Alta Complexidade (GAC), atualmente, 15 meninos e meninas com idades entre 7 e 17 anos, que estão destituídos do poder familiar e tem remota possibilidade de colocação em família substituta, podem ser apadrinhados.

A gerente da GAC, Anacyrema Silva, destacou que as políticas públicas sociais de acolhimento são fundamentais para garantir o direito de crianças e adolescentes ao convívio familiar. “O Projeto Apadrinhamento vem na perspectiva do direito a convivência familiar e comunitária não se caracterizando enquanto processo para adoção”, alertou ela.

Apadrinhamento

O apadrinhamento tem como objetivo ofertar melhores condições ao desenvolvimento psicossocial para crianças e adolescentes a partir de referências de relações familiares saudáveis, ampliando, assim, suas oportunidades de convivência social e comunitária. Além disso, pretende envolver a sociedade civil e ampliar a discussão e as práticas solidárias de proteção às crianças e adolescentes.

Os critérios e procedimentos necessários para a habilitação do apadrinhamento afetivo e prestador são: ter idade mínima de 18 anos e residir no município de Vitória; não ter cadastro como candidato à adoção; participar de avaliação psicossocial realizada pela equipe de execução do projeto de apadrinhamento; apresentar toda a documentação exigida e participar das oficinas e reuniões com a equipe técnica do programa.

Para ser candidato ao apadrinhamento de uma criança ou adolescente, é preciso preencher o formulário disponível aqui. Com essa ação, a Semas pretende ampliar os meios para garantir o direito a convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes acolhidos nas instituições do município, ampliando suas referências pessoais e proporcionando a eles experiências de se relacionarem dentro de outros ambientes no contexto familiar e comunitário.

Para a secretária de Assistência Social em exercício, Graziella Lorentz, é importante que a sociedade saiba que existem diferentes formas de apoiar essas crianças e adolescentes. “Se você, agora, lendo esta matéria, se sentir tocado em conviver com estas crianças cheias de histórias, brincadeiras e puder contribuir com uma experiência afetiva e de vínculo, busque informações. Ambos sairão completamente diferentes de quando iniciaram esta jornada”, convida a secretária.

Serão oportunizadas 03 modalidades de apadrinhamento:

O apadrinhamento afetivo, que pretende estimular a construção e a manutenção de vínculos afetivos individualizados e duradouros entre a criança e/ou adolescente acolhido e o padrinho/madrinha voluntária, visando ampliar a rede de apoio afetivo, social e comunitário. Assim, padrinhos e madrinhas afetivos são importantes para proporcionar experiências de vida positivas e construir novas perspectivas de futuro.

Os padrinhos ou madrinhas prestadores de serviço, serão aquelas pessoas que poderão ofertar seus serviços para auxiliar no desenvolvimento e bem-estar dessas crianças e adolescentes.

Já o padrinho ou madrinha provedor, serão pessoas que têm desejo de ajudar, e que possam ofertar suporte material ou financeiro à criança ou ao adolescente para alguma demanda específica.

Prefeitura de Vitória ES


Equipe da Assistência Social apresenta Projeto de Apadrinhamento para famílias

Foto Destacada na Matéria sobre “Prefeitura Municipal de Vitória”

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidos