Nesta quarta-feira (18), todas as equipes, equipamentos e serviços vinculados à Secretaria de Assistência Social (Semas) de Vitória estarão voltados à sensibilização e mobilização da sociedade na luta em defesa dos direitos da infância e da juventude, em especial, voltadas ao combate ao abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes.
A data marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentese faz alusão ao caso Araceli Crespo, menina de 8 anos que foi sequestrada, violentada e assassinada em 18 de maio de 1973, em Vitória.
As ações envolvem desde ato público a caminhadas, com início marcado para às 09h, na Praça de Eucalipto, em Maruípe e reunirá as equipes e famílias atendidas e/ou usuárias do Serviço de Fortalecimento de Vínculos – Cajun, Centro de Referência da Assistência Social (Cras), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Unidade de Inclusão Produtiva (UIP), Unidade de Acolhimento Alojamento Provisório de São Cristóvão e Unidade Básica de Saúde (UBS) Maruípe.
Das 09 às 14 horas, as equipes do Cras e do Núcleo de Integração Social para Pessoas Idosas (Nispi) São Pedro vão se unir na “Caminhada de Proteção”. O ato começa no Cajun Santo André, localizado à rua da Coragem, S/N, ao lado da unidade de saúde, de onde saem convidando às famílias a engrossarem o coro e se unirem contra a violação de direitos de crianças e adolescentes.
As equipes que atuam no Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem), também, irão às ruas num movimento em defesa. A caminhada começa às 9 horas, com saída do Cajun Andorinhas.
“A demarcação do dia 18 de maio nos SCFV para criança e adolescente, busca não somente registrar a importância de protegê-las de possíveis violações, mas, principalmente, fortalecer neles o sentimento de pertencimento e posse dos seus direitos. De saber que são atores de suas histórias e que podem contar com a rede socioassistencial sempre que for necessário”, disse a gerente de serviços de convivência, Cristina Silva.
Segundo o balanço divulgado pela Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (ONDH/MMFDH), o público mais atingido são crianças e adolescentes (102.759), seguido por mulheres (88.867), idosos (82.401) e pessoas com deficiência (10.891). A espécie de violação que mais aparece nos registros é contra a integridade das vítimas (298.638), que engloba os aspectos físico, psíquico e patrimonial.
De acordo com balanço divulgado pela Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (ONDH/MMFDH), entre as denúncias de violações de direitos humanos contra crianças e adolescentes, 18,6% dos casos estão ligados a situações de violência sexual. Entre janeiro e dezembro do ano passado, o órgão contabilizou 18.681 registros. Em 2022, 4.486 denúncias já foram registradas.
De acordo com a secretária de Assistência Social, Cintya Schulz, todas ações são necessárias para a erradicação da exploração sexual de crianças e adolescentes, que é uma das piores formas de violação dos direitos de crianças e adolescentes. “Como sociedade precisamos estar atentos ao que acontece com crianças e adolescentes, denunciar e buscar apoio do poder público. Quando pensamos na sociedade que queremos não pode haver espaço para o abuso e exploração sexual”, reforçou a secretária.
Assistência Social alerta para violência sexual contra crianças e adolescentes

