=== Top 5 ===

Relacionados

IPCA de maio registra alta de 0,26% e desacelera em relação a abril

IPCA de maio de 2025 registra alta de 0,26%, menor que em abril

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação de 0,26% em maio de 2025, tendo desacelerado em relação à taxa de 0,43% observada em abril, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano, o índice acumula alta de 2,75%, enquanto nos últimos 12 meses a variação ficou em 5,32%, abaixo dos 5,53% registrados nos 12 meses anteriores. Em maio de 2024, a variação mensal havia sido de 0,46%.

O IPCA é calculado desde 1980 e reflete a variação dos preços para famílias com rendimento mensal entre 1 a 40 salários mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas e municípios incluindo Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília. O cálculo do índice leva em conta preços coletados entre 1º e 29 de maio de 2025, comparados com os preços vigentes de abril.

Entre os nove grupos pesquisados, o segmento Habitação foi o que apresentou a maior variação, com alta de 1,19% em maio, impactando o IPCA em 0,18 ponto percentual (p.p.). Este grupo acelerou significativamente em relação ao mês anterior (0,14% em abril). O maior impacto dentro do grupo Habitação foi o subitem energia elétrica residencial, que subiu 3,62% devido à vigência da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 para cada 100 kWh consumidos, representando impacto individual de 0,14 p.p. no índice do mês.

Além disso, reajustes nas tarifas de energia elétrica foram registrados em diversas cidades, como Recife (7,16%), Fortaleza (6,57%), Aracaju (5,38%), Salvador (4,77%), Belo Horizonte (3,67%) e Campo Grande (1,73%). Também houve reflexos nos preços do gás encanado (0,25%) no Rio de Janeiro e nas taxas de água e esgoto, com reajustes em Recife (9,98%), Porto Alegre (6,58%), Rio Branco (4,76%) e Curitiba (3,83%).

No grupo Alimentação e Bebidas, que possui o maior peso no cálculo do IPCA, houve desaceleração da alta, passando de 0,82% em abril para 0,17% em maio. A alimentação no domicílio apresentou variação quase estável, de 0,83% para 0,02%, influenciada por quedas nos preços do tomate (-13,52%), arroz (-4,00%), ovo de galinha (-3,98%) e frutas (-1,67%), enquanto batata-inglesa (10,34%), cebola (10,28%), café moído (4,59%) e carnes (0,97%) tiveram alta. Por sua vez, a alimentação fora do domicílio teve alta de 0,58%, contra 0,80% em abril; o subitem refeição avançou de 0,48% para 0,64%, e o lanche recuou de 1,38% para 0,51%.

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais desacelerou de 1,18% em abril para 0,54% em maio. Neste grupo, destacam-se os produtos farmacêuticos, que tiveram alta de 0,69% após autorização de reajuste máximo de 5,09% nos preços dos medicamentos a partir de 31 de março, e o plano de saúde, com alta de 0,57%.

Vestuário, com variação de 0,41%, apresentou aumentos nos preços da roupa feminina (0,84%), roupa masculina (0,10%) e calçados e acessórios (0,10%).

Os grupos Transportes e Artigos de Residência registraram variações negativas em maio de -0,37% e -0,27%, respectivamente. No segmento Transportes, houve recuo devido à queda das passagens aéreas (-11,31%) e dos combustíveis (-0,72%), com o óleo diesel caindo 1,30%, etanol 0,91%, gás veicular 0,83% e gasolina 0,66%. Apesar dessas quedas, o transporte público apresentou variações positivas, influenciado por reajustes nas tarifas de ônibus urbano em Brasília (12,90%) e Belém (2,15%), além de gratuidade aos domingos e feriados em Brasília e Curitiba, e reajuste no metrô do Rio de Janeiro (5,33%).

Em termos regionais, Brasília teve a maior variação do IPCA em maio (0,82%), influenciada sobretudo pela alta da energia elétrica residencial (9,43%) e da gasolina (2,60%). A menor variação ocorreu em Rio Branco (0,00%), devido à queda nos preços do ovo de galinha (-9,09%) e do arroz (-6,26%).


INPC registra alta de 0,35% em maio

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou alta de 0,35% em maio de 2025, segundo dados do IBGE. No acumulado do ano, o INPC registra aumento de 2,85%, e nos últimos 12 meses, 5,20%, taxa inferior aos 5,32% dos 12 meses anteriores. Em maio de 2024, a taxa mensal foi de 0,46%.

O índice, calculado desde 1979, abrange famílias com rendimento mensal de 1 a 5 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, nas mesmas regiões que o IPCA. O cálculo considerou preços coletados entre 1º e 29 de maio, confrontados com os preços vigentes em abril.

Em maio, os produtos alimentícios tiveram desaceleração, passando de 0,76% em abril para 0,26%. Já os produtos não alimentícios registraram leve redução na variação, de 0,39% para 0,38%.

Regionalmente, Brasília registrou a maior variação do INPC em maio (1,24%), em função do aumento da energia elétrica residencial (9,30%) e ônibus urbano (12,90%). A menor variação ocorreu em Rio Branco (0,09%), impactada pela queda do ovo de galinha (-9,09%) e do arroz (-6,26%).

IPCA fica em 0,26% em maio

Portal IBGE

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidos