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Obstetra do ES alerta grávidas: “Por favor, cumpram a quarentena”

Uma paciente do médico, grávida de 32 semana, foi infectada pela segunda vez pela Covid e está em estado grave

O médico obstetra de Vitória, Fernando Guedes da Cunha, fez um alerta às grávidas para o aumento dos casos da Covid-19 no Espírito Santo. Ele gravou um vídeo no Instagram dizendo que uma paciente, com 32 semanas de gestação, foi infectada novamente pelo vírus e está em estado grave.

“Ela foi removida para a maternidade, onde conseguimos uma vaga de UTI. Essa é a segunda vez que ela pega Covid durante a gestação, ou seja, a história que a gente pode se recontaminar com a Covid não é só uma história, é real. Dessa vez ela está grave”, comenta.

O médico ainda menciona que é desesperador ver a quantidade de pessoas sendo intubadas na emergência, por falta de vaga na UTI. “Os profissionais estão com sobrecarga, então é realmente desesperador. O recado que dou, principalmente para as gestantes, é que, por favor, cumpram a quarentena, tomem as medidas de cuidados: álcool gel, máscara, não saiam de casa por coisas desnecessárias, para que a gente possa ter a tranquilidade, principalmente aquelas que estão com mais de 30 semanas, em que os quadros costumam ser mais graves e podem transmitir Covid pro bebê”, alerta.

Ele comenta ainda que é muito difícil ter uma mãe grave e com bebê grave na UTI. “Eu sei que é chato ficar em casa, às vezes não tem nada para fazer, às vezes fica tudo muito difícil em casa, mas, por favor, tomem os cuidados necessários, porque a situação não está bonita no nosso Estado”, finaliza.

Sobre sua paciente, o médico disse que ela está com uma repercussão grave pulmonar devido ao coronavírus e que uma cesária precisou ser feita. “O bebê está na UTI Neonatal, está estável”, informa.

O obstetra diz que contou sobre esse caso, não para expor a paciente, mas para fazer um alerta a todas as gestantes. “Não importa o motivo da quarentena, ela precisa cumprida. Eu sei que o comércio está ruim, eu sei que o comércio precisa estar aberto para as pessoas se sustentarem, mas é preciso parar, porque não é só a rede pública que está sem vagas, a rede privada também. Então, hoje, não adianta você ter um plano de saúde, porque o plano de saúde não tem como te garantir uma vaga de UTI. Esperamos que essa situação, daqui a 14 dias esteja melhor do que está hoje”, finaliza.

 

Fonte: Jornal Fato

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