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Petróleo da Prio avança com projeto de R$ 4,9 bi e projeta nova era para Marataízes, Itapemirim e Kennedy

Produção no Campo de Wahoo pode transformar a economia da região e gerar bilhões em royalties para Espírito Santo, Rio de Janeiro e União

Por Fabiano Peixoto | Repórter Capixaba News

Uma nova era pode estar prestes a começar no Litoral Sul capixaba. A petroleira Prio recebeu do Ibama a Licença Prévia (LP) para dar início à implantação do sistema de produção do Campo de Wahoo, localizado em alto-mar, próximo aos municípios de Marataízes, Itapemirim e Presidente Kennedy. O investimento previsto é de impressionantes R$ 4,9 bilhões, com expectativa de geração de mais de R$ 4 bilhões em royalties, que serão divididos entre o Espírito Santo, o Rio de Janeiro e a União.

O projeto, que avança em ritmo acelerado, promete ser um divisor de águas para a economia local. A licença atesta a viabilidade ambiental da estrutura e representa o primeiro passo concreto rumo à instalação da unidade de produção. “Depois da perfuração, os poços são interligados à plataforma por meio de dutos submarinos. Esse é um processo técnico complexo, mas fundamental para viabilizar a produção”, explicou Rafaele Cé, presidente da RedePetro.

A unidade que receberá a produção será a FPSO Frade, embarcação flutuante de produção e armazenamento que já opera na Bacia de Campos. Ela terá capacidade para processar até 100 mil barris de petróleo por dia, número que representa um salto de 40 mil barris na produção atual.

Com base no cronograma da Prio, as operações devem ser iniciadas entre o fim de 2025 e meados de 2026. A conexão submarina que tornará isso possível — chamada de “tieback” — terá cerca de 30 quilômetros de extensão.

Além de Wahoo, a Prio também adquiriu 100% do Campo de Peregrino, no Rio de Janeiro, consolidando sua presença estratégica na Bacia de Campos. Segundo a empresa, todo o investimento está garantido com recursos já disponíveis em caixa.

Para os moradores do sul do Espírito Santo, especialmente das cidades de Marataízes, Itapemirim e Presidente Kennedy, o anúncio reacende esperanças por um novo ciclo de desenvolvimento, geração de emprego e arrecadação. A expectativa é de que, com o avanço do projeto, a região receba parte significativa dos investimentos em infraestrutura e mobilização.

O futuro da produção de petróleo no Espírito Santo ganhou novo fôlego — e o Litoral Sul pode estar no centro dessa transformação.

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