Por Fabiano Peixoto
Moradores de Marataízes denunciam a falta de investimentos na única Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do município, localizada no bairro Ilmenita, mesmo após um significativo aumento nas tarifas de água e esgoto. O reajuste, autorizado pela Agência Reguladora Intermunicipal do Espírito Santo (ARIES) por meio da Resolução Nº 002, de 9 de janeiro de 2024, elevou as tarifas em até 70% para água e, em alguns casos, até 139% para esgoto.

Na época, o diretor-geral da ARIES, Andre Dalmasio Toscano, acompanhado do então diretor-geral do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), Waldemir Pereira Gama (Bill), compareceu à Câmara Municipal de Itapemirim para justificar o reajuste. Segundo Toscano, a autarquia enfrentava um déficit financeiro significativo, e estudos indicavam que o aumento era necessário para manter e ampliar os serviços, que corriam risco de colapso.
Durante entrevistas e reuniões com autoridades e moradores, Toscano apresentou uma planilha de investimentos para os anos de 2024 e 2025, assegurando que os recursos arrecadados com o reajuste tarifário seriam destinados a melhorias nos sistemas de abastecimento de água e tratamento de esgoto em Itapemirim e Marataízes.

No entanto, passado o ano de 2024, os moradores relatam que nenhuma obra foi realizada na ETE de Marataízes, apesar da previsão de investimentos de cerca de R$ 4 milhões no local. Imagens registradas por moradores mostram que a estrutura permanece nas mesmas condições anteriores ao aumento tarifário, enquanto diversos pontos do município enfrentam alagamentos causados pelo excesso de esgoto, especialmente durante a alta temporada de verão.

A reportagem solicitou esclarecimentos ao SAAE na sexta-feira (21) sobre os investimentos na ETE do Ilmenita, mas, até o momento, não obteve resposta.
Enquanto isso, os consumidores já foram informados sobre um novo reajuste de 5% nas tarifas, previsto para entrar em vigor em março de 2025.








