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As Fábricas de Inverdades e o Teatro da Oposição em Marataízes

Por Fabiano Peixoto

Parece que em Marataízes foi inaugurada uma nova indústria — e não é de pescado, turismo ou construção civil. É a indústria da desinformação, que anda produzindo boatos com tanto empenho que merecia até alvará de funcionamento e número de CNPJ.

Do outro lado da tela, o espetáculo segue em ritmo de radionovela: o locutor dramático anuncia — com direito a pausas teatrais e voz embargada — que “Marataízes está pegando fogo!” e que o prefeito Toninho Bittencourt estaria promovendo uma “onda de demissões em massa”. A plateia se emociona, alguns acreditam, outros riem, e a verdade, coitada, vai ficando espremida no canto do palco.

Mas calma, respira, e vamos aos fatos.

A tal “reunião emergencial de última hora”, onde o prefeito “apontava o dedo e exigia cabeças”, nunca existiu como o narrador quis fazer parecer. O que houve — e está registrado — foi uma reunião administrativa para adequação orçamentária, motivada pela queda na arrecadação dos royalties do petróleo.

Ou seja: enquanto o rádio gritava “crise!”, a gestão fazia o que qualquer governo responsável deveria fazer — cortar despesas para não deixar a cidade afundar. Simples assim.

Mas a oposição prefere o enredo do terror. Fica mais emocionante. Afinal, dizer que o prefeito fez uma reestruturação administrativa, unindo secretarias para enxugar gastos e economizar mais de meio milhão por mês, não dá ibope. Agora, inventar que o “prefeito acabou com a pesca, os esportes e a ouvidoria” é bem mais chamativo.

E o melhor (ou pior) é o drama do show. O radialista lamenta, comovido, o “cancelamento de última hora” uma vez que existe uma diferença enorme entre “cancelar “ e “adiado” (alguém avisa a ele por favor) da apresentação de Bruno & Barreto — como se o prefeito tivesse desligado o som por birra. Mas o que ele esquece de contar é que o evento foi adiado por motivos técnicos (fortes ventos), e que, mesmo assim, a festa movimentou o comércio local, o turismo e trouxe renda para centenas de famílias.

Agora vem o ato final — o da “paternidade perdida”.
De repente, surgem personagens políticos que, como num milagre de novela mexicana, aparecem para dizer que são “os pais da criança”. A criança, no caso, é o investimento de mais de R$ 20 milhões anunciados pelo governador Renato Casagrande para Marataízes.

Engraçado, porque quando o governador esteve na cidade, elogiou Toninho Bittencourt, elogiou Willian Duarte, elogiou o trabalho da gestão e deixou o presente milionário. Mas, dias antes, um deputado resolveu aparecer dizendo que “foi ele quem trouxe o dinheiro”.

Ora, deputado, se o senhor é o pai, mostre a certidão de nascimento!
Cadê a emenda parlamentar com seu nome, aprovada pela Assembleia Legislativa? Onde está o número da sua assinatura no convênio 026/2025 da SEDURB? Porque até agora, o que existe é a verba deixada pelo governador — e o convênio, diga-se de passagem, será executado pela gestão 2025/2029, que começou desde primeiro dia de janeiro.

E vem mais cereja do bolo da desinformação, como exemplo na área da saúde. Espalham por aí que “não tem remédio na Farmácia Básica” e que “o prefeito prefere fazer festa”. O problema é que, quando alguém vai conferir, descobre que a Farmácia está 85% abastecida, e que os poucos medicamentos em falta estão indisponíveis no mercado nacional — não por descuido da gestão, mas porque alguns laboratórios suspenderam a produção.

Mesmo assim, os pedidos já foram feitos e os recursos estão garantidos.
Aliás, Marataízes investe bem acima dos percentuais constitucionais: quase 18% em saúde, quando o mínimo exigido é 15%, e mais de 32% em educação, cujo mínimo legal é de 25%. Mas, claro, nada disso vira manchete…

Afinal, é mais “emocionante” dizer que o prefeito está dormindo no ponto.
Mas, convenhamos, se existe alguém dormindo, é quem ainda acredita nesses roteiros de ficção que a oposição insiste em transmitir em horário nobre.

Em tempo: quando a verdade chega, ela não precisa gritar — ela mostra documento, mostra convênio, mostra dado. E o dado, meus caros, é simples: Marataízes continua avançando, mesmo com a oposição tentando transformar cada ajuste em apocalipse.

Toninho cortou gastos, sim. Cortou desperdício.
Mas o que ainda falta cortar é o excesso de drama e a falta de compromisso com a verdade de quem confunde microfone com palco de teatro.

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