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Espírito Santo é mais radical do que muita gente imagina.

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O frio na barriga e a adrenalina podem ter vários nomes e sobrenomes: trekking, montanhismo, escalada, rafting, voo livre, paraquedismo. E Espírito Santo.

A brincadeira tem um fundo de verdade. Embora seja o quarto menor Estado do Brasil, a região tem formação geológica bem recortada, aliada a temperatura amena, que favorecem o turismo de aventura em suas montanhas, cachoeiras e rios.

O voo é livre

Um bom começo para a aventura é aproveitar as rampas naturais de voo livre. São pontos planos no topo de rochas elevadas, no quais é possível correr, saltar e voar. A mais famosa de todas é a Rampa de Ubá, a 29 km do centro de Castelo (a 149 km de Vitória), considerada a melhor do Brasil para a prática de esportes como voo livre de parapente, com seus 902 metros de altitude.

Dois motivos em especiais fazem a fama de Ubá. Primeiro, o visual fora de série que o alto da pista proporciona. O olhar para o horizonte alcança quase o infinito, com montanhas formando mares de morros. Depois aparecem as condições meteorológicas, extremamente favoráveis, com correntes de ar que formam uma espécie de ventilador natural. Por isso, a rampa é procurada por aventureiros do Brasil e do mundo e sedia diversos campeonatos. Para quem ficou animado, um salto de parapente por lá custa por volta de R$ 250.

Apesar de Ubá ser a queridinha, é bom registrar que não se trata da única rampa. Outras, menores, mas de qualidade parecida, espalham-se pelo Estado, como a Rampa de Voo Livre de Alfredo Chaves (450 metros de altura), Rampa de Voo Livre Clementino Izoton, em Pancas (658 metros) e a Rampa do Monjolo, em Baixo Guandu (720 metros).

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E ainda nem falamos da Cascata do Galo, de 70 metros de altura, em Domingos Martins (a 49 km de Vitória), e a Cachoeira do Véu da Noiva, que conta com 100 metros de queda, em Santa Leopoldina (51 km da capital).

O rapel na Cachoeira Alta sai por R$ 95, das 7h às 15h, na empresa Planeta Vertical. Mas o viajante pode também encarar atividades onde a adrenalina vai a mil, como boia-cross, canoagem e rafting (este último, no rio Jucu, sai por R$ 100 por pessoa).

O rapel também pode ser praticado em áreas sem cachoeiras. Duas delas se destacam pela beleza. A descida de 50 metros no Morro do Moreno, em Vila Velha, é recomendada para quem nunca praticou a atividade e custa R$ 50 pela empresa Planeta Vertical, em quatro horas de duração. Na paisagem, aparecem pontos importantes da Grande Vitória, como o Convento da Penha, que é a alma do Espírito Santo.

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Já em Cachoeiro do Itapemirim, encontra-se a pedra do Frade e a Freira, formação rochosa de rara beleza, um dos locais mais visitados do Estado. No entanto, a prática ali é para os mais experientes, pois a escalada e descida de 683 metros são desafiadoras.

Águas profundas

Quem deseja fugir um pouco das montanhas e fazer esportes no mar deve se dirigir às cidades de Vitória, Vila Velha, Guarapari e Serra, todas com condições ideais para colocar uma prancha embaixo do braço e encarar minutos ou horas de kitesurfe, surf, bodyboarding e outras atividades.

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Em Guarapari, o mais procurado é o mergulho esportivo. Além da bela vida marinha, existem pontos de naufrágios próximos às praias. Entre as ilhas Rasas e Escalvada, por exemplo, estão os restos do navio Victory 8-B, afundado de forma controlada para servir de recife artificial –isso permite que peixes coloridos e toda uma cadeia de seres vivos sejam vistos ao se submergir.

Em Marataízes, no sul do estado, a Lagoa do Siri atrai turistas à procura de esportes náuticos e da pesca em suas águas calmas, em que é possível tomar banho sem grandes preocupações. Um contraste ao agito que existe fora dela, com bares, quiosques e restaurantes que atraem música alta e festas que podem avançar a madrugada.

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Patrimônios verdes

O Parque Nacional do Caparaó é o mais famoso do Espírito Santo por abrigar o Pico da Bandeira, o terceiro ponto mais alto do Brasil, com 2.890 metros de altitude. A portaria oficial do parque está situada no município de Dores do Rio Preto, a 250 km de Vitória.

Mas há outros parques encantadores. O do Forno Grande, em Castelo, por exemplo, abriga o segundo ponto mais alto do Espírito Santo, o Pico do Forno Grande, com 2.039 metros de altura, além de quedas d´água e trilhas. Conta ainda com espécies típicas da Mata Atlântica como a onça-parda, a jaguatirica e o macaco mono-carvoeiro.

O Parque Estadual Itaúnas, tombado pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade, tem rio, praia, manguezal, restinga e alagados, em que o ecoturismo dá as caras em toda a extensão. No final da tarde, o ideal é ir para Itaúnas, onde o forró é a grande atração. Aproveite para saborear o prato típico com pamonha assada na folha de bananeira –e mergulhar na saborosa cozinha capixaba.

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