Por Fabiano Peixoto
Marataízes – Uma baleia-jubarte de aproximadamente 12 metros de comprimento foi encontrada morta na manhã desta terça-feira (9), na Praia Barra, em Marataízes, no Sul do Espírito Santo. O animal, macho e adulto, não apresentava ferimentos aparentes ou marcas de redes de pesca. A causa da morte ainda será confirmada após análise.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Adriano Pereira da Silva, esteve no local e acompanhou os trabalhos da equipe técnica.
“Fui acionado logo cedo e, ao chegar na praia, acionei o Instituto Orca, que prontamente se deslocou até Marataízes. Foram coletadas amostras e até o final da semana devemos ter o resultado que vai apontar a causa da morte. Há a possibilidade de ingestão de resíduos, como plástico, mas ainda não há confirmação”, disse.
De acordo com o diretor executivo do Instituto Orca, João Marcelo Nogueira, o número de ocorrências como esta está dentro da normalidade para o período.
“A princípio, o número é normal. Hoje temos uma grande população de baleias no oceano e, consequentemente, um aumento natural de óbitos também”, explicou.
Após a perícia, a carcaça foi enterrada pela equipe da prefeitura para evitar riscos à saúde pública e impactos ambientais.
Baleia-jubarte e a presença Capixaba
A baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) é um mamífero marinho fascinante, conhecido por seu tamanho imponente, comportamento acrobático e cantos complexos. Presente na maioria dos oceanos do mundo, ela é facilmente identificável por suas características únicas.
O litoral do Espírito Santo se tornou um palco privilegiado para a observação das majestosas baleias-jubarte, que migram para as águas capixabas entre os meses de junho e outubro. Este período marca a temporada de reprodução e nascimento desses gigantes dos oceanos, transformando o estado em um destino turístico e científico de grande relevância.
Anualmente, as baleias-jubarte realizam uma longa jornada, saindo das águas frias da Antártida, onde se alimentam, para as águas mais quentes da costa brasileira, como as do Espírito Santo, em busca de locais adequados para acasalar e dar à luz seus filhotes. O litoral capixaba, especialmente a região da Grande Vitória e o Sul do estado, tem se mostrado um ponto estratégico para essa migração.




