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MPES constata 685 casos de Covid-19 em Instituições de permanência de idosos

O acompanhamento semanal realizado pelo Centro de Apoio Cível e Defesa da Cidadania (CACC) do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) constatou um total de 685 casos de pessoas contaminadas por Covid-19 em Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPIs) no Espírito Santo, até o dia 23 de julho. São 53 casos a mais em relação ao relatório anterior, que apresentou dados coletados até 17 julho. Foram identificadas 376 pessoas idosas residentes nas instituições e 309 funcionários desses locais contaminados com o novo coronavírus. O número de óbitos entre idosos que permaneciam nas instituições chegou a 61, dois a mais que o registrado anteriormente.

Foram verificados mais 35 casos de idosos residentes e mais 18 casos de trabalhadores das ILPIs com a Covid-19. Os municípios com mais idosos residentes com o novo coronavírus são Vila Velha (94 casos), Vitória (60), Serra (43). Colatina (29) e Alegre (26) vêm em seguida, mas não houve aumento de casos nessas cidades, desde o relatório anterior. Vila Velha e Vitória seguem com mais óbitos de idosos em razão da Covid-19 desde o início da pandemia, com 19 e 12 casos, respectivamente. Não houve novos óbitos de idosos residentes nesses municípios, em relação ao relatório anterior.

As instituições em funcionamento no Estado do Espírito Santo estão localizadas em 36 municípios. O CACC possui registro de 94 instituições que respondem ao formulário, sendo duas unidades públicas, 37 particulares com sem fins lucrativos e 55 com fins lucrativos. Do total, 25 não reportaram contaminação entre idosos ou trabalhadores até o dia 23 de julho.

Veja o relatório

Providências

O MPES tem atuado para que todas as instituições sejam abastecidas com os equipamentos de proteção individual (EPIs) necessários, bem como para que os funcionários sejam capacitados para enfrentar a pandemia. Tem requisitado, ainda, que os municípios adotem providências alternativas à institucionalização de novos idosos nas ILPIs já em funcionamento, uma vez que um novo acolhimento pode representar risco para os idosos já residentes.

O CACC realiza o acompanhamento das instituições de longa permanência localizadas em 36 municípios do Estado, duas vezes por semana, às segundas e quintas feiras. São coletados o número de casos suspeitos e confirmados entre os residentes e os trabalhadores, além do número de óbitos das pessoas idosas residentes. O objetivo é garantir a adoção de medidas estabelecidas de prevenção e controle da Covid-19 e, ainda, a oferta da assistência à saúde da pessoa idosa residente em instituições.

O acompanhamento semanal permite a notificação aos gestores estaduais e municipais, que possuem a responsabilidade de execução das políticas públicas, para que realizem as normas estabelecidas no país de prevenção e controle da infecção pelo novo coronavírus. Permite também apurar as responsabilidades dos dirigentes das instituições prestadoras do atendimento. Se comprovado ato praticado em detrimento à pessoa idosa sob a assistência dessas instituições, os dirigentes responderão civil e criminalmente, além de receberem sanções administrativas, como, em última escala, a interdição do serviço.

Imediatamente após receber as informações das ILPIs, o MPES aciona as Secretarias de Saúde e de Assistência Social, tanto a estadual quanto as municipais, para que adotem as medidas necessárias. Paralelo a isso, o MP exige a apresentação de um Plano de Contingência de cada ILPI, de forma que as medidas preventivas sejam adotadas para minimizar os riscos das pessoas vulneráveis.

 

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